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30/04/2007
BREVE GEOGRAFIA DO ADULTÉRIO
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O chifre, a galhada!, símbolo do adultério em figuras de linguagem como: "tomar chifre" - para quem é vítima do adultério; e "botar chifre", para que pratica o adultério. A pessoa traída é dita cornuda ou chifruda, corno ou corna. O adultério também evoca uma série de expressões sinônimas: "pular a cerca", muito usada em relação ao homem; "costurar para fora", "dar marmita"... para as mulheres, visitar a "filial", unissex... Já no caso de Vargas Lhosa, "confortar" foi a expressão usada quando Garcia Marques presumidamente "molhou o biscoito" com a mulher do outro.  Mas, literalmente, os maiores chifres do planeta pertencem ao bull africano acima, que com essa cara de boi conformado é a própria personificação do famoso "corno manso"....

 

Mario Vargas Llosa, um conhecido escritor peruano, segundo noticias esbofeteou, Gabriel Garcia Marquez, romancista colombiano, na cara há 31 anos. Uma agência de notícias Espanhola sugere que o incidente entre os dois ilustres escritores teve como pivô uma mulher.

É normal entre os Latinos Americanos que o sangue quente fale mais alto quando o assunto é fim de relacionamento. Novos detalhes recentemente foram publicados para esclarecer o público: Marquez estava dando "um conforto" para Patrícia, mulher de Lhosa, quando seu marido estava fora. Sem entrar em minúcias sobre como Marquez confortou a mulher, depois do incidente [do tabefe] Llosa disse: "Aqui está o troco pelas coisas que fez para Patrícia em Barcelona".

Os Latinos não são os únicos que perdem a cabeça quando descobrem quando seus conjugues ou amantes estão sendo Infiéis. Pessoas de todas as nacionalidades podem perder a cabeça diante do adultério. Ao contrário da popular convicção, o francês não aceita um relacionamento extraconjugal facilmente. Apenas 4% dos Franceses homens traíram seus parceiras (e/ou parceiros) no último ano. Ainda assim, dependendo da situação, o francês pode fechar os olhos para algumas estripulias. No nosso tempo quando os casamentos baseados no amor, a monogamia, é uma coisa largamente procurada, as pessoas que traem no relacionamento utilizam várias formas de dissimulação. Os métodos para cometer o adultério diferem muito em diferentes países.

Adultério é um problema social e uma questão moral na Rússia. De acordo com uma pesquisa de opinião pública de 1998, quase 40% dos russos declaram, em relação ao adultério, que "nunca cometeriam esse erro" ou "às vezes cometeriam esse erro", comparado com os 6% dos americanos que também compartilham o mesmo ponto de vista.

Psicólogos de Moscou dizem quando um caso aparece é impossível viver numa mesma casa mas o número de russos vivendo nessas condições está crescendo a cada dia. Nunca uma pesquisa de âmbito nacional de práticas sexuais foi conduzida na Rússia.

Entretanto, em 1996, uma enquête de opinião pública descobriu que mais da metade dos russos e um quarto das russas admitiu que traíam seus parceiros. Para alguns, questões de dinheiro podem ser uma das causas da proporção diferente entre homens e mulheres. De acordo com as respostas femininas, para elas, um esposo infiel pode muito bem pagar um casaco de pele ou suas férias num resort na Turquia.

Os Japoneses acreditam ter um caso é menos grave do que atitudes  de indiscrição associada a ele. Uma moradora de Tókio de quarenta anos, recebeu um presente do marido que foi dado pela amante. "Ele quebrou as regras. As regras dizem que o parceiro não pode permitir uma situação como esta."

 

 


No Japão, o homem e mulher adúlteros são humilhados pela exposição pública.

 

Muitas culturas punem com severidade o adultério da mulher. Em várias dessas culturas o homem pode ter várias esposas (desde que possa mantê-las economicamente) ou relacionar-se livremente com outras mulheres. Em algumas comunidades muçulmanas do Oriente Médio e da África, o adultério geralmente é punido por meio de açoites ou apedrejamento em praça pública

Na cultura Zulu, espalhada pelo sul da África, os adúlteros são surrados com galhos cheios de espinhos e, eventualmente, um cacto é introduzido na vagina da mulher. Os Jivaros, do Equador, mutilavam os órgãos sexuais da mulher e escalpelavam o amante.

Nos Estados Unidos os índios Cheyennes promoviam a violação sexual coletiva das mulheres adúlteras; os Comanches e os Pés Negros, lhes cortavam o nariz. No povo Mam (Guatemala) uma mulher casada que no período de três anos não engravidasse, era acusada de adultério. Acreditava-se que manter relações sexuais com mais de um homem impedia a concepção.  FONTE: CAULDRON BRASIL

 

 

 

Os americanos apreciam a monogamia. Eles apreciam a honestidade mútua. Segundo a orientação de uma legislação menos complicada para o divórcio, introduzida nos anos de 1970/80 e observando um dramático aumento de terapeutas de casal, aparentemente , os americanos decidiram que o casamento tem que ter o máximo de transparência, sem barreiras porém com confiança. Eles têm um mantra quando o assunto é adultério: "O problema não é o sexo, é a mentira".

O aumento dos casos extraconjugais torna popular o método dos americanos tratarem esse problema: investir tempo e dinheiro em terapeutas de casais. Entretanto, subsiste a sensação de culpa moral que a pessoa carrega na consciência quando um praticam o sexo fora do casamento.

Os fundadores dos Estados Unidos acreditavam que a natureza do novo estado poderia ser um bom solo para os valores familiares. Além disso, eles acreditavam que uma conduta decente na vida privada um parâmetro decente para o estado; por isso a ênfase no casamento monogâmico.

Os Estados Unidos são o único país onde celebridades pedem desculpas para seus empregados e público por ter cometido adultério. Os políticos e celebridades adúlteros se arrependem em público por que ele têm medo de serem a associados à corrupção e hipocrisia aos olhos das pessoas comuns, seus eleitores.

Os franceses se surpreendem com o modo que os americanos levam a publico sua má conduta conjugal. Muitos franceses preferem não revelar segredos relacionados ao adultério. Apesar dos franceses defenderem a monogamia, eles não sofrem com a culpa depois de uma pulada de cerca, de modo geral. Não é incentivada a invasão de privacidade de um casal e com isso ninguém sofre com informação desnecessária.

Os latino-americanos são notavelmente os mais infiéis quando o assunto é casamento. Os homens latino-americanos são os segundos na lista em termos de adultério masculino. Somente os centros-africanos são mais freqüentes em termos de traição. O homem togolense lidera a lista: 37% deles admitiram ter mais de uma parceira sexual no último ano, de acordo com uma pesquisa. Os homens da República Dominicana são os mais impetuosos dos Latinos; um entre cinqüenta casados ou com relacionamento fixo admitiu que foram infiéis no último ano.

No Peru, 13,5% dos homens admitiram que cometeram adultério no último ano. Peru é país do romancista Llosa. De acordo com uma nova biografia, Marquez teve uma grande chance de ter dado "conforto" a mulher de Vargas. Enquanto isso, Vargas, nada santo, "confortava" uma aeromoça em Estocolmo. Recentemente em alguns países latino-americanos o judiciário tem enquadrado pessoas que cometem crimes passionais. A Suprema  Corte do Brasil finalmente passou uma lei que bane os direitos do marido que mate a mulher adúltera e seu parceiro. A lei foi aprovada em 1991.

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FONTE
Attitudes to adultery vary in many countries of the world - PRAVDA ENGLISH
publicado em 13/10/2006
tradução: Carol Beck

 

 

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edição: Jahmusic ― 30/04/2007